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EDITORIAL REVISTA VIRTUAL FLAPPSIP

É com grande prazer que apresentamos a Revista Virtual de FLAPPSIP Intercambio  Psicoanálitico v.3 . Como dissemos no volume anterior, seu nome reflete a essência dos propósitos de nossa federação, o intercambio do conhecimento científico, do pensamento psicanalítico teórico e clinico, bem como de nossas semelhanças, diferenças e idiossincrasias culturais. Intercambio Psicanalítico vem difundir a riqueza da produção cientifica da Federação de norte a sul da America Latina. O trabalho incansável de revisão, o contato com os autores, a padronização dos elementos e a organização da revista que agora publicamos, deveu-se a dedicação de David Gutiérrez e Claudia Ortiz de IMPAC, juntamente com os representantes das instituições membros. A leitura da revista, com certeza, vai permitir o encontro com a diversidade, artigos que tratam da teoria e da técnica a partir de diferentes aportes, que abordam diferentes temas relacionados a infância e a adolescência, outros abordam a vincularidade e a psicanálise de casal e família, artigos que refletem sobre as psicopatologias atuais, sobre as patologias narcisistas, sobre as desordens alimentares, sobre a violência social e escolar, sobre o bullying, que pensam sobre o fazer e o encontro psicanalítico, também em outras culturas

Desde ADPP recebemos o artigo“La importância Del vinculo en pareja”  escrito por Mercedes Péndola que questiona sobre as dificuldades e contradições propias dos traços masculinos e femininos, sobre os personagens que intervem no casal, bem como sobre os funcionamentos individuais da relação.

Com a pergunta “Muñeca” de Discépolo,? Posible Barbie de lós años veinte?” Débora Slonimski da AEAPG, tomando a obra teatral Muñeca, abordará no seu artigo o conceito de narcisismo intrasubjetivo e transubjetivo e sua articulação com o Ideal de Eu. Gabriel Trebliner, também de AEAPG, trabalha em artigo “La nenas com las nenas” a ligação mãe filha, o declínio da função paterna e o imperativo do consumo e do gozo. Ainda ilustra, com vinhetas clinicas, casos de adolescentes que apresentam episódio homossexuais.

De APPPNA, Rosa Puente Baella, em seu artigo “Los hermanos: reflexiones sobre la intimidación entre escolares (Bullying)”, analisa as implicações do complexo fraterno e o desenvolvimento da solidariedade em situações de intimidação. Para ratificar sua tese, utiliza autores como Puge, Käes e Kancyper. Também de APPPNA recebemos o artigo de Lillyanna Zusman T.  que trabalha o tema de “Los desórdenes de la conducta alimentaria: una patología relacional”. Propõe que esses distúrbios se geram no vinculo primário com pais que não puderam pensar seus filhos como seres diferentes deles, como decorrência de seu próprio narcisismo.

De ASAPPIA recebemos os artigos “Transtornos de la inteligência: su relación con la organización psíquica del niño y el adolescente”  y  “Juego y simbolización en la clinica psicoanalítica con niños” . No primeiro Alicia Leone trata da relação entre aprendizage e inteligência, tomando como perspectiva a metapsicologia dos processos psíquicos, levando em conta a sexualidade infantil e advertindo que a Psicologia evolutiva e a Epistemologia genética devem trabalhar a partir da psicanálise infantil. Logo, Maria Inés Pastore faz um percorrido sobre a conceitualização do jogo em seu processo de simbolização, em sua função e importância para o psiquismo e a vida do sujeito; ainda como ferramenta para a abordagem e cura das problemáticas infantis.

O artigo “El sufrimiento narcisista de los padres durante la adolescencia de sus hijos” de autoria de Ana Barrios Musto de AUDEPP  privilegia pensar a dor, o sofrimento, a incerteza e o desamparo que mostram os pais, especialmente de adolescentes, nas consultas, e como vivem esta etapa do desenvolvimento de seus filhos. Também  de AUDEPP recebemos “Psicoanálisis contemporâneo: propuestas para la clinica actual”  de Adriana Anfusso. A autora parte de uma perspectiva pluralista tentando integrar o modelo monádico pulsional de Freud e o modelo relacional contemporâneo para refletir sobre a subjetividade e o tralho inconsciente do analista na sessão, a natureza ativa do paciente e as negociações da díade terapêutica.

Marcia Semensato do CEPdePA nos presenta “Isla del dolor: dolores que callan, dolores que hablan”. Em seu artigo enfoca, especialmente, a dor psicógena, baseando-se principalmente em testos freudianos que se dedicaram a compreensão das manifestações dolorosas do corpo, sejam elas conversões ou somatizações. “Reflexiones sobre el pensamiento de Bernardo Tanis acerca del tiempo y de la historia en la clinica psicoanalítica” de Juliana Vitória, também do CEPdePA trata  dos conceitos de construção em analise, trauma e simbolização, tal como são pensados por Bernardo Tanis, em articulação como os escritos de Walter Benjamin.

De CPPL temos dois artigos que falam sobre intersubjetividade. “Adolescencia e intersubjetividad: Katie “the strange”, cuando la rareza es belleza” de autoria de  Maria Paz Cardó Manassero que apresenta reflexões sobre a importância dos conceitos da corrente intersubjetiva que fizeram parte integral do trabalho com sua paciente. Sobre “El ser y quehacer del psicoterapeuta psicoanalítico, treinta años después: nuevas perspectivas en la relación terapeuta-paciente”  nos fala  Margarita Rodriguez Moreyra que desenvolve a perpectiva intersubjetiva da relação terapeuta-paciente, assim como o conceito de campo dinâmico da situação analítica, onde se configura a relação da dupla e suas implicações.

Desde ICHPA recebemos os artigos inspirados nos aportes de Winnicott. .   “Al encuentro del vivir creativo: una experiencia clínica” de Myriam Sabah Telias que   nos relata um processo terapêutico onde a analista oferece as condições de um ambiente suficientemente bom para ajudar ao paciente a encontrar o genuíno que há nele para que o verdadeiro self apareça. Franz Díaz Brousse presenta “Alienación y continuidad de ser en el proceso de subjetivación: acercamientos a la clinica de lo traumático” quando propõe comparar as  abordagens de Winnicott y Lacan, sobre a constituição subjetiva. Sugere que a continuidade do ser e a perda do ser, produto da alienação, não seriam excludentes, Temos mais outro artigo, “Presentación del proyecto ‘escucha este cuento, la psicologia en la casa’” de Angélica Sotomayor. Andrea Vacarezza, Marlene Montenegro, Daniela Granados, Catalina Burmeister. As autoras propõe acriação de um livro para crianças de 18 meses a 5 anos, redigido e ilustrado a partir dos fundamentos metapsicológicos relativos ao processo de constituição psíquica. Relatam que “Escucha este cuento” busca oferecer um espaço para reconhecer e entender  a criança desde sua subjetividade e, também, através da sua capacidade de pensar, desejar e sofrer.

Como o paciente aprende a ser empático consigo mesmo, observar sua experiência para comprende-la e não seguir sendo seu próprio verdugo?, Que aspectos do processo psicanalítico permite a um paciente desenvolver essa empatia para consigo mesmo? São perguntas que propõe Annette Meade Rahn de IMPAC, em seu artigo “El desarrollo de la empatia por médio de la escucha psicoanalítica”. David Gutiérrez Vega, também de IMPAC,  apresenta o artigo “El psiconanálisis en Japón; heterodoxia y choque”. O autor, através dos encontros e desencontros históricos entre psicanalistas japoneses e ocidentais, faz uma breve apresentação de suas propostas principais, buscando oferecer uma perspectiva que possibilite pensar a psicanálise, não como um marco teórico absoluto e universal, mas sim histórico e culturalmente determinado.

Temos também o prazer de publicar o trabalho ganhador do Pêmio Concurso de Estudantes Dr. Jorge Rosa 2015 escrito por Alejandra Menis de AEAPG, Argentina, entitulado  “Un analista en formación en el siglo XXI”, bem como a menção honrosa outorgado a Débora Zaffari Lora do CEPdePA com seu trabalho “Virginia Woolf e a melancolia”.

Como já é tradição em nossa revista colocamos a disposição de nossos leitores interessantes comentários de livros escolhidos por nossas associações.

De AEAPG recebemos “Repensando el psicoanálisis. Multifamiliares”  de Gabriel Dobner, comentado por  Mónica Favelukes.

ASAPPIA nos enviou o livro de Silvia Bleichmar  “Violencia social – violência escolar”, comentado por Lucia Azrak e Miriam Ferezim.

Do CEPdePA recebemos “Para uma introdução ao narcisismo: reflexos e reflexões”, livro que tem como autores  Alexandra Dal Prá, Alice Telmo, Ana Cláudia Santos Meira, Andréia Schneider, Augusta Gerchmann, Bárbara Parobé Mariano da Rocha, Beatriz Giacomoni Borges, Camila Terra da Rosa, Carmen Muratore, Denise Hausen, Denise Martinez Souza, Fernando Basso, Giovana Borges, Gustavo Gazzana Flores, Gustavo Soares, Ignácio Alves Paim Filho, Juliana Lang Lima, Katiane Silva, Leonardo Francischelli, Lívia Poisl Fay Ziegler, Luciana Firpo, Marcelo Lubisco Leães, Maria de Lourdes Foster, Martha Chagas Ribeiro, Patrícia Cassou Scalco, Patricia Rutsatz, Rafaela Degani, Roberta Giacobone, Samanta Antoniazzi, Sueli Souza dos Santos, Thomás Gomes Gonçalves y Valéria Quadros, todos de CEPdePA. Comentam o livro Alice Telmo e João Victor Haeberle Jaeger.

CPPL  apresenta o livro  “Resonance of suffering. Countertransference in non-neurotic structures” que tiene como autores André Green, Elizabeth Bott Spillius, Jean-Claude Rolland, Jaime M. Lutenberg, Otto F. Kernberg, William I. Grossman, Fernando Urribarri y Gregorio Kohon. Os comentários foram feitos por  Felipe Pardo.

IMPAC envia o livro de Alice Miller  “Die Revolte des Körpers (El cuerpo nunca miente)” , comentado por Pablo Javier Varela Fregoso.

Temos tal diversidade de temas, uma tal qualidade de textos e resenhas de livros, que nos atrevemos a pensar que Intercambio Psicoanalítico v. 3 vem, uma vez mais,  ao encontro do desejo de nossos leitores.

Intercambio Psicoanalítico é  uma rica oportunidade para difundir a pluralidade e a liberdade de pensamento de nossas instituições membros e sua relação com a psicanálise. Ainda acreditamos que, mas alem do intercambio entre os membros da Federação, nossa revista virtual é uma forma democrática de difundir a psicanálise e de dar-nos a conhecer a todos aqueles que desejem aproximar-se de nós e de nossas produções na America Latina.

Denise Martinez Souza

Secretária Cientifica

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